Finalmente decidi-me a ouvir um álbum dos White Stripes completo, em vez das músicas soltas na rádio/televisão e afins. Só que… quem ouve um, ouve dois (como as cerejas?), pelo que acabei por arranjar tanto Elephant como o Get Behind me Satan. Futuramente logo hei-de ouvir os anteriores e o(s) posterior(es), mas para já estes dois já chegam.
Bem… na realidade, quem é que eu estou a enganar? Não chegam nada! Eu é que não tenho carcanhol (ou paciência para sacar coisas pirateadas) para mais, nem tempo para ouvir a quantidade parva de coisas que me surgem à frente (o próximo projecto é ouvir blues antigos tipo Robert Johnson e Son House, e mais sei lá o quê a que esse caminho me levar).
Mas voltando aos White Stripes, finalmente! Até porque eu já estava à espera mas adorei o som deles. Finalmente, porque por muito que eu goste das coisas mais recentes que tenho ouvido nos últimos tempos, faltava-me algo actual mas com aquele som… cru que parece que no meu subconsciente estou sempre à procura. Não sei explicar, é assim meio visceral (mas não é suposto o rock ser assim meio visceral?). Provavelmente a minha conversa até aqui já dava para algumas consultas de psiquiatria mas… who cares! A verdade é que preciso disso.
A abordagem aparentemente imediata e verdadeira nas músicas deles (não interessa muito se o é na composição, o que interessa é a minha reacção a elas) é um pouco catártica, quando inevitavelmente todos (talvez não todos, mas a graaande maior parte) passamos os dias a ver onde pomos os pés.
Dos dois álbuns que ouvi, o Elephant é tão obviamente adequado aos meus gostos que até chateia. O Get Behind me Satan não é tão imediato mas também gostei bastante. Em todo o caso, nenhum dos dois me desiludiu, e só fico ansioso por mais. Mais White Stripes, mais rock a rebentar blues pelas costuras, mais verdade crua e primal na minha vida em geral!
E só porque é já são horas de ir beber umas cervejas e estar na palhaçada com amigos (mesmo que ainda tenha que ficar a trabalhar):