Não tenho a certeza mas acho estar a repetir posts… talvez não. Em todo o caso, hoje acordei com isto:
Keep on riding the lightning!
Não tenho a certeza mas acho estar a repetir posts… talvez não. Em todo o caso, hoje acordei com isto:
Keep on riding the lightning!
Sempre achei o Bobby McFerrin um espectáculo, mas recentemente um amigo chamou-me à atenção para esta “performance”, que demonstra bem o quão genial e cerebral é o senhor, numa demonstração do poder da escala pentatónica e como ela nos está inculcada, sem sabermos explicar porquê…
Bem, já agora, não resisto a partilhar mais uma:
E mais uma:
Há imensa coisa, é só procurar!
Esta foi na rádio… uma rádio, não me lembro qual. O locutor comentava como a proximidade da natureza parece ter influenciado, nos últimos tempos, uma série de artistas na cidade de Portland. De todos os que mencionou, os únicos nomes que me ficaram na memória foi o de Peter Broderick e da irmã, Heather Woods Broderick, cujo primeiro disco, de Agosto deste ano, era final o verdadeiro objectivo da rubrica radiofónica.
Assim, e para cortar de certa forma com a onda do meu post anterior, porque melhor que qualquer tipo de atmosfera musical é a possibilidade de mudar essa mesma atmosfera, viajar e deixar-se viajar por locais interiores diferentes, ficam as propostas destes dois irmãos. Se ouvirem mais de algum deles, para lá das ocasionais incursões ao youtube, digam qualquer coisa, uma vez que o meu conhecimento não passa daí, mesmo que a curiosidade seja bem maior!
Finalmente decidi-me a ouvir um álbum dos White Stripes completo, em vez das músicas soltas na rádio/televisão e afins. Só que… quem ouve um, ouve dois (como as cerejas?), pelo que acabei por arranjar tanto Elephant como o Get Behind me Satan. Futuramente logo hei-de ouvir os anteriores e o(s) posterior(es), mas para já estes dois já chegam.
Bem… na realidade, quem é que eu estou a enganar? Não chegam nada! Eu é que não tenho carcanhol (ou paciência para sacar coisas pirateadas) para mais, nem tempo para ouvir a quantidade parva de coisas que me surgem à frente (o próximo projecto é ouvir blues antigos tipo Robert Johnson e Son House, e mais sei lá o quê a que esse caminho me levar).
Mas voltando aos White Stripes, finalmente! Até porque eu já estava à espera mas adorei o som deles. Finalmente, porque por muito que eu goste das coisas mais recentes que tenho ouvido nos últimos tempos, faltava-me algo actual mas com aquele som… cru que parece que no meu subconsciente estou sempre à procura. Não sei explicar, é assim meio visceral (mas não é suposto o rock ser assim meio visceral?). Provavelmente a minha conversa até aqui já dava para algumas consultas de psiquiatria mas… who cares! A verdade é que preciso disso.
A abordagem aparentemente imediata e verdadeira nas músicas deles (não interessa muito se o é na composição, o que interessa é a minha reacção a elas) é um pouco catártica, quando inevitavelmente todos (talvez não todos, mas a graaande maior parte) passamos os dias a ver onde pomos os pés.
Dos dois álbuns que ouvi, o Elephant é tão obviamente adequado aos meus gostos que até chateia. O Get Behind me Satan não é tão imediato mas também gostei bastante. Em todo o caso, nenhum dos dois me desiludiu, e só fico ansioso por mais. Mais White Stripes, mais rock a rebentar blues pelas costuras, mais verdade crua e primal na minha vida em geral!
E só porque é já são horas de ir beber umas cervejas e estar na palhaçada com amigos (mesmo que ainda tenha que ficar a trabalhar):
Não sou o maior conhecedor destas coisas meio indie (além de que não gosto do substantivo-adjectivo, talvez porque é daqueles que, dependendo do grupo, traz logo juízos de valor, além de que é geral cum’ó’raio). Em todo o caso, dei por mim a ouvir umas playlists de um amigo de um amigo (não, não estou a dormir) e encontrei lá uma música de um certo Cass McCombs, integrada no último álbum, que lançou este ano, Catacombs. No meio do iTunes, youtube, rádios online e afins fiz uma preview muito rápida ao álbum e não fiquei assim muito impressionado, na generalidade, mas pode ser do facto do dia já ir bem longo.
Em todo o caso, pelo contrário a tal música que ouvi na playlist de um amigo de um amigo ficou-me no ouvido:
Acho que tenho uma queda por compassos ternários e coisas meio “avalsadas”, tanto que, ainda que não ouça com muita frequência, confesso que uma vez por festa faço loops gigantes de músicas mais antigas do Yann Tiersen e farto-me de dançar… na minha mente.
Estava a ver o blog do Jens Lekman e ele falava lá de um concerto que ia dar com esta rapariga de quem era amigo. Eu já tinha ouvido o nome (”El Perro del Mar”, apesar da rapariga se chamar Sarah Assbring) mas, para dizer a verdade, ainda não conheço praticamente nada. Até agora, a avaliar pelo que ouvi, parece-me interessante o suficiente para querer ouvir mais, mesmo que talvez não tanto para fazer parte dos meus “all time classics” pessoais… pelo menos ainda.
El Perro del Mar - Glory to the World

© Columbia Records 2009.
Já não é novidade para ninguém, mas eu fui apanhado de surpresa, se calhar por andar distraído, ou porque o senhor está morto há mais de uma dezena de anos e quero contribuir para que isso não aconteça a mais ninguém.
Confesso que o CD audio não adiciona nada de muito relevante ao espólio que vou acumulando, mas em termos de vídeo, está aqui uma boa colecção de registos do próprio Jeff a falar na primeira pessoa, a actuar ou a ser descrito post mortem por outras pessoas próximas ou nem tanto. São dois DVDs e apesar da qualidade de imagem às vezes roçar o standard de alguns clips do youtube, o conjunto parece-me resultar muito bom e inspirador, no aprofundar do conhecimento deste grande ARTISTA, que me deixou imensas saudades e que tanto aprecio.
A caixinha ainda oferece um poster (a fazer passar publicidade) e uns postais engraçados, bem como um backstage pass e um livrinho com piada. Acho que vale bem o dinheiro que custa.
Os meus posts acabam por ser, em grande parte, fruto dos saltos despreocupados entre páginas, vídeos, blogs… Mas para descobrir coisas destas vale a pena:
Por curiosidade, desta vez o motor foi a música “Spanish Caravan” dos Doors, na qual o Robbie Krieger usa parte da Leyenda, escrita inicialmente para piano e mais tarde transcrita para guitarra e eventualmente tornada conhecida (felizmente também já a conheço) por Andres Segovia.
Eu ia fazer um post a dizer que já tinha ouvido uma versão desta música nalgum sítio mas não fazia ideia ser do Tim Buckley:
Afinal, o que ouvi anteriormente foi na minha biblioteca do iTunes, justamente do Tim Buckley, mas a versão do álbum. É o que digo, a minha biblioteca do iTunes tem uma vontade própria.
De qualquer forma, estava com vontade de fazer um post, e este é tão bom como outro qualquer.
Manuel guerra
Músico das horas vagas
Artista sem palco
Nascido a 05/08/1973
www.guerra.com.pt
manel@guerra.com.pt